Quarta-Feira , 26 Março 2008
Portugal voltou a perder com a Grécia, desta feita por 2-1, num jogo amigável de preparação para o UEFA EURO 2008™, realizado em Dusseldorf, na Alemanha. A turma das "quinas" não conseguiu a desforra da derrota na final do último Campeonato da Europa, vergada por uma formação que foi mais forte colectivamente.
Grande expectativa
Numa partida aguardada com grande expectativa, que colocava em confronto o campeão e o vice-campeão europeu pela primeira vez desde a final do UEFA EURO 2004™, a principal interrogação era mesmo se Portugal conseguia corrigir o resultado dessa partida ou se os gregos confirmavam a superioridade nos confrontos directos. Luiz Felipe Scolari apresentou diversas novidades, com Fernando Meira e Miguel Veloso no meio-campo defensivo e Carlos Martins a distribuir. Nuno Gomes começou na frente, com Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma nas alas.
Mudanças de velocidade
E foi a Grécia que começou melhor. Apesar de dar alguma iniciativa a Portugal, foram os helénicos a construir os melhores lances de ataque, através de rápidas mudanças de velocidade no último terço do terreno, em oposição ao ritmo pausado mais atrás. Os comandados de Luiz Felipe Scolari não se deram bem com essas movimentações e apanharam alguns sustos.
Charisteas ameaça
Aos cinco minutos, Angelos Charisteas quase repetia a "graça" da final do EURO 2004™, ao tentar fazer, de cabeça, e a dois tempos, o primeiro da noite, mas Ricardo saiu-se bem e bloqueou o lance. Aos sete, o mesmo Charisteas tentou o chapéu a Ricardo, mas a bola saiu por cima da baliza. Aos 17 minutos, Simão Sabrosa queixou-se de problemas físicos e teve de ser substituído por João Moutinho, passando Carlos Martins para o lado direito, e a verdade é que a turma das "quinas" subiu de produção, com o médio do Sporting a pautar o jogo.
Portugal em crescendo
O primeiro lance de perigo de Portugal surgiu aos 22 minutos, com Ricardo Quaresma a marcar um livre da esquerda e Pepe por pouco a não conseguir desviar a bola para o fundo da baliza. Nesta altura, Portugal começava a ter mais bola e, aos 26 minutos, o golo esteve perto de acontecer. Carlos Martins e João Moutinho combinaram bem, este último serviu Fernando Meira na direita e este centrou, sem que ninguém surgisse para a emenda.
Karagounis marca
Mas foi com Portugal em crescendo que a Grécia chegou ao 1-0. Na cobrança de um livre directo, o ex-benfiquista Georgios Karagounis rematou colocado ao ângulo direito da baliza de Ricardo. Um grande golo que, de certa forma, "congelou" o jogo. Portugal passou a ter o domínio, mas não conseguiu derrubar a bem organizada defensiva contrária até ao intervalo.
Bis de Karagounis
Após o descanso, Scolari efectuou várias mexidas, que se reflectiram no rendimento de Portugal, e a Grécia passou a controlar por completo as operações, trocando a bola com facilidade e explorando as desmarcações dos seus jogadores. E num desses lances, os gregos arrancaram mais uma falta sensivelmente na mesma posição que deu o 1-0, e Karagounis, desta feita de livre indirecto, repetiu o feito, e fez o segundo da noite, decorria o minuto 59.
Nuno Gomes responde
Parecia que esta iria ser uma noite negra para a turma portuguesa, mas a equipa continuou a atacar e conseguiu reagir à adversidade, aos 75 minutos. O entrado Miguel centrou da direita para o também entrado Hugo Almeida, este serviu Nuno Gomes de cabeça para o desvio vitorioso do avançado do Benfica. Um golo que assegurou um final de partida com mais emoção. Nuno Gomes esteve perto do golo aos 87 minutos, com um golpe de cabeça defendido por Antonios Nikopolidis. Logo a seguir, Jorge Ribeiro rematou cruzado da esquerda, muito próximo do poste, no último esforço da turma portuguesa para alcançar um empate, que acabou por não aparecer.